Desde que eu o descobri, Continuum entrou para ficar na minha lista dos melhores álbuns de todos os tempos. Lançado em 2006, é com ele que John Mayer consegue expor de vez o seu grande talento artístico e musical.
Em suas composições, cada vez mais maduras, ele parece encontrar as palavras certas para descrever seus sentimentos, sem perder a sonoridade. É fácil se identificar com suas letras, elas abordam temas variados, falam da relatividade da vida, da fé, do amor, dos problemas do mundo e da nossa posição diante deles. Quanto ao som, Continuum se mostra bem mais complexo do que os seus álbuns anteriores, pois a simplicidade de sua música pop dá lugar a um blues de altíssima qualidade do início ao fim. É uma notável evolução, a qual pode ser percebida até pelo bom aproveitamento que ele faz de seus instrumentos.
A faixa de abertura, Waiting on the World to Change, é bem agradável, com um som dançante, harmônico, além de uma boa guitarra. Primeiro single oficial. Provavelmente, a faixa mais pop deste CD. A letra demonstra um sentimento de impotência no que tange à capacidade que os jovens têm de mudar o mundo, embora haja esperança que alguém se disponha a fazer isso.
O CD tem duas canções especialmente sedutoras, românticas e envolventes: I Don’t Trust Myself (With Loving You) e Slow Dancing In a Burning Room. Incrível como a voz e a guitarra de John Mayer se encaixam perfeitamente com o que as suas músicas querem passar.
Belief e Vultures são faixas muito bem trabalhadas, também harmônicas, daquelas que a gente se encanta desde a primeira vez que ouve. A primeira fala sobre convicções e o que elas realmente geram no contexto mundial. A segunda fala sobre as provações da vida e sobre a vontade de crescer, de se destacar, a meu ver, profissionalmente. Destaque para o arranjo dessas músicas, para as guitarras e para o envolvente blues.
Gravity e Stop This Train mostram a preocupação com o tempo, com o peso da idade. Na Gravity, segundo single do CD, ele sustenta que a gravidade quer botar ele para baixo, deixar ele de joelhos, dependente, talvez. A letra é curta, mas a mensagem é clara. O blues presente ajuda a deixar esta música ainda mais tocante. Já, Stop This Train, é gostosamente embalada por uma batida de violão que imita o som de um trem. O resultado é uma música belíssima, profunda, sobre a velocidade do trem da vida.
The Heart of Life merece um destaque especial porque é uma música toda linda, na qual a guitarra parece que fala, acompanha muito bem a voz, numa melodia suave e brilhante. A letra é bastante reflexiva e inspirada. Está entre as melhores músicas dele.
Em Continuum, Mayer arriscou gravar um cover de Jimi Hendrix, a música Bold As Love. E não é que os críticos gostaram? A voz dele pode não se adequar perfeitamente à música, mas uma coisa é inegável: Ele arrasou na guitarra.
Dreaming With a Broken Heart, terceiro single, é uma música bonitinha, com uma boa dose de melancolia. Como o título evidencia, fala sobre corações partidos e sobre a dificuldade de acordar, seguir em frente. In Repair também é uma música cheia de alma, capaz de capturar o estado de espírito de muita gente. A última música do CD, I’m Gonna Find Another You é aquela em que menos se presta atenção, a mais curta de todas, mas uma boa faixa de encerramento.
Enfim, este é um álbum maduro, completo, redondo, coerente do começo ao fim. Com ótimos arranjos e composições. John Mayer ainda tem muito chão pela frente, mas vai ser difícil superar o conjunto dessa obra. Nota 10 pro Continuum.
"Dois problemas se misturam: a verdade do universo e a prestação que vai vencer... Pare o mundo que eu quero descer!"
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quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
domingo, 9 de agosto de 2009
Skank
Estou redescobrindo as músicas do SKANK. E QUE BANDA! Eu era muito fã, mas daí vieram os Backstreet Boys, as Spice Girls, dentre outros enlatados. O Skank que me perdoe, mas me deixei levar por esse mundinho pop. Depois vieram outras fases, nas quais acabei deixando Skank de canto, totalmente de canto. Que injustiça! A banda é um orgulho nacional!
Além dos hits conhecidos, eles têm várias pérolas escondidas ao longo da discografia. Hoje também percebo altas influências de Beatles! Alguns exemplos: no final da música Pacato Cidadão, o Samuel Rosa canta de fundo, como quem não quer nada, um trecho da música "Let 'Em In", do Paul McCartney. O final da música "Ali" faz o hino "Hey Jude" vir à cabeça. Além disso, há o fato deles terem gravado no lendário estúdio onde os Beatles tocavam, o "Abbey Road", tendo inclusive gravado um clipe no meio dessa rua. Os cortes de cabelo do Samuel Rosa e do Lelo também não negam a influência.
Bom, no auge do meu (re)vício em Skank, fiz uma lista, em ordem cronológica, das músicas "mais mais" de cada CD:

OUTRAS GRAVAÇÕES: Eu e a Felicidade - Skank e Nando Reis; Respuesta - Skank;
Além dos hits conhecidos, eles têm várias pérolas escondidas ao longo da discografia. Hoje também percebo altas influências de Beatles! Alguns exemplos: no final da música Pacato Cidadão, o Samuel Rosa canta de fundo, como quem não quer nada, um trecho da música "Let 'Em In", do Paul McCartney. O final da música "Ali" faz o hino "Hey Jude" vir à cabeça. Além disso, há o fato deles terem gravado no lendário estúdio onde os Beatles tocavam, o "Abbey Road", tendo inclusive gravado um clipe no meio dessa rua. Os cortes de cabelo do Samuel Rosa e do Lelo também não negam a influência.
Bom, no auge do meu (re)vício em Skank, fiz uma lista, em ordem cronológica, das músicas "mais mais" de cada CD:

OUTRAS GRAVAÇÕES: Eu e a Felicidade - Skank e Nando Reis; Respuesta - Skank;
sexta-feira, 22 de maio de 2009
Oasis pra gauchada
quarta-feira, 29 de novembro de 2006
Pearl Jam em Poa Review
Nessa exata hora, há exatamente um ano atrás eu estava viajando! Deslumbrada e em outro mundo após de ter assistido ao primeiro show do Pearl Jam em terra brasileira! Meu primeiro grande show internacional justo com a minha banda preferida. Perfeito! Naquele dia tudo deu certo, até as confusões rumo ao gigantinho - pegamos o ônibus pra direita ou pra esquerda? - tudo eu considero positivamente!
Chegamos numa hora boa- no fim da tarde- furamos a fila e ficamos num lugar privilegiado, mais ou menos na quinta fileira da pista! Por sorte escolhemos ficar do lado esquerdo do palco que estava tranquilo, sem nenhum princípio de confusão! O show... começou pontualmente como de costume! O pessoal vaiou a banda brasileira que abriu com 3 musiquinhas, mas pelo pouco que ouvi achei bem legalzinha! Depois tocou Mudhoney, banda de Seatle, mas pra falar a verdade eu tava ansiosa pelo show principal e nem dei muita bola!
21:10h se não me engano, Pearl Jam começou a tocar! Vi subir ao palco uma criatura muito Grunge, era o Eddie das antigas! Primeira música: Long Road (minha irmã de Rio Grande escutou um pouco pelo celular hahah). Bom, foram mais de duas horas de show! Impossível contar tudo! Mas essa apresentação de Poa foi inesquecível, cheia de peculiaridades! Exemplo: a emoção do primeiro show no Brasil, Mark Ramone na bateria para tocar "I Believe In Miracles", o aniversário do baterista Matt Cameron (ex soundgarden) com direito a parabéns em inglês, em português e a um bolo que foi compartilhado com a platéia. O Eddie encheu a cara de vinho brasileiro e também enfiou a cara no bolo. O povão na típica briga gremistas X colorados foi outra coisa diferente, e óbvio que deu polêmica quando o tecladista, já no fim do show (mesmo sendo gremista digo graças a Deus), pendurou a bandeira do Grêmio no teclado. Legal também o Eddie contando que já tinha vindo ao Brasil escondido para acompanhar os Ramones, detalhe, ele contou essa história em português. hehehehe etc, etc, etc... Ah, de vez em quando via o Eddie olhando para um canto do palco e fazendo umas dancinhas toscas, o pessoal da direita que viu melhor o que estava acontecendo. Depois fiquei sabendo, a mulher e a filhinha dele estavam ali, a guriazinha tava batendo palma e imitando as coreografias.
Bom... em seguida depois do show, depois do baita fim de semana que passei em Poa, hora de voltar para Rio Grande! Peguei carona com a excursão! E no fim da madrugada já estava em casa! Quem não arrisca não petisca! Enfim, momentos únicos! 26 músicas e muito mais! Adorei, e já faz um ano! Eles prometeram voltar em seguida... e parece que eles vem em 2008 de novo! Uhul!
Chegamos numa hora boa- no fim da tarde- furamos a fila e ficamos num lugar privilegiado, mais ou menos na quinta fileira da pista! Por sorte escolhemos ficar do lado esquerdo do palco que estava tranquilo, sem nenhum princípio de confusão! O show... começou pontualmente como de costume! O pessoal vaiou a banda brasileira que abriu com 3 musiquinhas, mas pelo pouco que ouvi achei bem legalzinha! Depois tocou Mudhoney, banda de Seatle, mas pra falar a verdade eu tava ansiosa pelo show principal e nem dei muita bola!
21:10h se não me engano, Pearl Jam começou a tocar! Vi subir ao palco uma criatura muito Grunge, era o Eddie das antigas! Primeira música: Long Road (minha irmã de Rio Grande escutou um pouco pelo celular hahah). Bom, foram mais de duas horas de show! Impossível contar tudo! Mas essa apresentação de Poa foi inesquecível, cheia de peculiaridades! Exemplo: a emoção do primeiro show no Brasil, Mark Ramone na bateria para tocar "I Believe In Miracles", o aniversário do baterista Matt Cameron (ex soundgarden) com direito a parabéns em inglês, em português e a um bolo que foi compartilhado com a platéia. O Eddie encheu a cara de vinho brasileiro e também enfiou a cara no bolo. O povão na típica briga gremistas X colorados foi outra coisa diferente, e óbvio que deu polêmica quando o tecladista, já no fim do show (mesmo sendo gremista digo graças a Deus), pendurou a bandeira do Grêmio no teclado. Legal também o Eddie contando que já tinha vindo ao Brasil escondido para acompanhar os Ramones, detalhe, ele contou essa história em português. hehehehe etc, etc, etc... Ah, de vez em quando via o Eddie olhando para um canto do palco e fazendo umas dancinhas toscas, o pessoal da direita que viu melhor o que estava acontecendo. Depois fiquei sabendo, a mulher e a filhinha dele estavam ali, a guriazinha tava batendo palma e imitando as coreografias.
Bom... em seguida depois do show, depois do baita fim de semana que passei em Poa, hora de voltar para Rio Grande! Peguei carona com a excursão! E no fim da madrugada já estava em casa! Quem não arrisca não petisca! Enfim, momentos únicos! 26 músicas e muito mais! Adorei, e já faz um ano! Eles prometeram voltar em seguida... e parece que eles vem em 2008 de novo! Uhul!
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